Olho Pineal


Olhos da mente?  Terceiro olho?  Sexto sentido?


Até onde pesquisei, ainda não encontrei uma explicação plausível sobre como a ciência explica o fenômeno da paranormalidade ou, mais especificamente, o processo de comunicação com o chamado “outro mundo”, que é o termo mais corriqueiro para designar o mundo invisível que dizem ser habitado pelos mortos e outros seres imaginários ou não. Em outras palavras, como se processa, em termos empíricos, o contato do ser humano com outros espaços e pessoas (dimensões ou entidades) que não são captados pelos olhos materiais? E por que poucas pessoas conseguem este prodígio, mas a maioria não? Onde estaria o diferencial? No cérebro? Nos olhos? Nos ouvidos? No metabolismo?

Bem, como não poderia deixar de ser, existem várias hipóteses, teorias e conjecturas que tentam explicar o ainda inexplicável “modus operandi” deste fenômeno dito paranormal. A partir do que já li e pesquisei até o momento, o que mais se aproximou da coerência – até onde entendo - foi o estudo da pineal ou epífise. Tudo indica que pode estar nessa pequena glândula situada bem no centro da cabeça, na altura dos olhos, a almejada resposta. Afinal, se é necessário uma antena para captar as ondas eletromagnéticas que serão decodificadas e transformadas em imagens perceptíveis ao olho humano quando de uma transmissão de televisão, por exemplo, seria justo imaginar que semelhante processo deva acontecer nas pessoas (os chamados “médiuns” ou “sensitivos”) que conseguem captar o ainda “imperceptível” pelo indivíduo comum.  E o que seria  essa “antena para captar outros universos”? A pineal,  também conhecida como "terceira visão", ou "terceiro olho".

O filósofo e matemático francês Renê Descartes foi o primeiro a aventar esta hipótese (em “Carta a Mersenne”, 1640) quando disse que seria na pineal onde se instalaria a alma (então foi cunhado o termo, “sede da alma”). Se assim for de fato, essa formidável e misteriosa glândula já pode ser considerada como um dos “organismos” mais importantes do corpo humano.

Sem me prolongar muito (tendo em vista que basta pesquisar na rede mundial para saber do que se trata a pineal em termos fisiológicos), acrescente-se que a pineal é um órgão crono biológico (uma espécie de relógio interno) e fotossensível (reage de acordo com a luz), atuando tal e qual um receptor pois capta as radiações lunares e solares. Por isso, pode-se depreender que a pineal tenha características similares às da antena. No caso, o cérebro é que seria o transcodificador, encarregando-se de transformar as informações recebidas em algo coerente aos olhos (a televisão), e os ouvidos (as caixas de som).

A anatomia da pineal é a mesma dos olhos, o que justifica ser chamada de terceiro olho. O que acontece, em outros vocábulos, é que a pineal converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos, traduzindo-os em ações compreensíveis aos padrões visuais. A coerência me induz a encarar a pineal como uma espécie de “GPS com o além”. No paranormal seria como um navegador configurado adequadamente. 

Ao mesmo tempo, sou induzido a concluir, caso seja comprovada a funcionalidade da pineal, que a chamada “mediunidade” pode ser genética. Se uma pessoa tem a pineal devidamente evoluída, então é de se supor que seus descendentes também seguirão seu curso. Explica-me também o fato de que uns nascem com esse dom, porém os que o adquirissem com o tempo, seria por causa de treinamento, estudos que permitiria a “recuperação” da pineal, até então calcificada.

Neste ponto, dizem que a pineal calcifica à medida que a pessoa envelhece, mas o que realmente acontece, segundo os pesquisadores, é que ela forma cristais de apatita, independentemente da idade. Os que possuem muito desses cristais, teriam mais facilidade de “sequestrar” o campo eletromagnético. Será, então, que tais cristais facilitariam a operação de captação com o “outro lado” ou outra dimensão? Então, quanto mais eficiente a antena, mais cristais de apatita ela teria e, por isso, detectaria com mais facilidade o espaço invisível aos nossos olhos, ou sentidos?

A pineal, enfim, comanda as demais glândulas endócrinas e produz o hormônio chamado melatonina, responsável, dentre outras funções,  pela sedação do cérebro. Sua  produção aumenta  principalmente à noite, quando não há luz, porque, como dito, a pineal é fotossensível. Será que é por causa disso que os tais “trabalhos mediúnicos” seriam mais eficazes na escuridão?  

No mais, vamos tratar de ajudar nossa pineal a se desenvolver. Para tanto, seria de bom alvitre que a imaginemos no centro de nossa cabeça tal como uma castanha se quebrando aos poucos. Bom exercício para desenvolver a sensibilidade psíquica. Quem sabe, chegará o dia em que captar outros universos seja uma façanha corriqueira, igual a uma transmissão via satélite pela TV?

Espero que esse dia chegue logo, desde, claro, estejamos bem preparados para isso...
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