Determinação



Tenho percebido que a determinação é, mais do que uma qualidade, uma grande vantagem quando tomamos uma decisão. Acaba por ser uma segurança no ato de ir em frente.

A determinação não é uma qualidade que eu habitualmente tenha, mas isso não significa que vez ou outra eu não possa afivelar essa máscara para ajudar a passar por determinadas situações. As definições quanto ao meu modo de ser são tão inúteis quanto desnecessárias, dependem inevitavelmente do seu contexto, acho que é assim com qualquer ser humano, incluindo os que fazem questão de limitar seu modo de agir a meia dúzia de palavras, mas vamos adiante.


Depois de pensar e repensar uma situação, você finalmente toma uma decisão e não convém muito ficar pensando na outra opção que se tinha ou ficar tentado em mudar a decisão... É preferível que a decisão demore a ser tomada do que ser tomada com rapidez, mas ser modificada várias vezes. Essas mudanças sucessivas faz com que fiquemos mais confusos, temos assim mais propensão em não nos satisfazermos com o que foi escolhido e, com isso, ficamos decepcionados com nós mesmos.

Pense em tudo, pondere os pesos das coisas, a importância que você dá a cada coisa (e com isso atribui um peso a elas), ouça e peça opiniões, pense como seria, pense nas renúncias que terá que fazer e no que ganhará, reflita... E até o tempo limite que você tem disponível para se decidir, decida. Depois de decidido, esqueça a outra opção. É um conselho, desprovido de qualquer estudo científico por trás, um simples conselho baseado no fato de que não vale a pena ficar se remoendo por tempo indeterminado.

A determinação aqui referida incide nesta parte, a parte de não se contaminar com a tentação de mudar de opção, de não se decepcionar com o que foi escolhido. Afinal de contas, o que foi escolhido foi escolhido por você, você teve seus motivos para isso e se você achou que é o melhor a fazer, o que adianta ficar pensando no outro lado da moeda? O outro lado da moeda foi virado por você próprio para baixo, portanto você já não pode o ver, não o veja, veja apenas o lado que você quis deixar para cima. Esta moeda não pode ficar eternamente equilibrada entre um lado e outro, assim como você não pode ficar eternamente sem se decidir.

Se a tentação em “mudar o lado da moeda” for tão avassaladora assim, mude, mas lembre-se que quanto mais você muda a direção, menos segurança terá no que está fazendo, mais confuso será.

Por outro lado, mesmo que você esteja tomando “a decisão errada”, enquanto você não souber que está no caminho errado, melhor que siga por ele tentando fazer o melhor de si mesmo para dar certo. E mesmo que esteja no “caminho certo”, mas não estiver com determinação naquilo poderá torná-lo exatamente no caminho errado.

Quem faz o nosso caminho somos nós mesmos. Pode até ser que o chamado destino dê lá os seus pitacos no rumo das coisas, mas em maior porcentagem o que determina a nossa vida são as nossas ações.

(Por: Flávia Sulz)

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